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O Lobito não é uma cidade qualquer

Lobito e a sua história - compilação


Sexta-feira, 08.06.12

KAMUTANGRES - post de Zina Gonzaga em FB - Lobito100

 

 

KAMUTANGRES - post de Zina Gonzaga em FB - Lobito100

 

 

Zina Gonzaga Não sendo oficial e sim de tradição oral que fui escutando dos mais velhos, me ficou o seguinte registo que este debate fez aflorar...

O "cognome" Camutangre ou Kamutangre surgiu nos primórdios da fundação da CANATA, e era dado aqueles que lá nasciam e se destacavam dos outros...não eram portanto todos chamados assim... Muito embora sem saber ler nem escrever ou falar línguas estrangeiras, os Kamutangres eram possuidores de desenvoltura e conhecimentos da sabedoria popular, que lhes permitia representar, aconselhar e tratar dos interesses dos seus conterrâneos ...digamos eram os "procuradores" daquela comunidade na época...eram eles que registavam os acontecimentos quer de nascimentos, casamentos ou mortes, servindo-se do sistema solar, lunar e ou do tempo quente ou frio... Camutrangres eram todos aqueles que aprendiam com grande facilidade o inglês, espanhol e outras línguas estrangeiras e conseguiam lidar com os tripulantes dos navios que atracavam no porto naquela altura. Por sua curiosidade e porque eram indivíduos muito interessados e sedentos de aprender se arriscavam a ler e a escrever com grande facilidade, assim se distinguiam dos outros da comunidade e ganhavam o apelido de Camutangre que ostentavam com muito orgulho... Hoje em dia talvez pelo significado de intelecção que a palavra inspira passou a servir para todos os naturais do Lobito...

 

Os Camutangres daquela época, embora não soubessem ler e escrever o português muitos deles sabiam ler e escrever o UMBUNDO, sua língua materna que aprendiam nas missões... é importante saber isso...na minha opinião.

Cabeça de Pungo era dado aos pescadores que naquela época pescavam artesanalmente peixes de grande peso e vendiam aos tripulantes dos navios.... Camondongo Capitalista, era assim que no Lobito se brincava com os naturais de Luanda, pela sua esperteza de se esquivar disto ou daquilo... e jeito de driblar ao contar estórias e vivências de Luanda... O nome diz tudo... Camondongo, pequeno rato... está em todas e muito dificilmente cai na ratoeira. Não sei se satisfaz este meu conhecimento que de tantas vezes ouvir contar ficou gravado. Haverá de certo outras opiniões que espero venham a enriquecer a minha.

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por sao pernadas às 13:29

Domingo, 27.05.12

COLINA DA SAUDADE - porquê?





 

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por sao pernadas às 13:50

Quarta-feira, 16.05.12

LINKS para partilha - divulgação do Lobito e de ANGOLA

LINKS para partilha - divulgação do LOBITO e de ANGOLA

 

 

Caso o link não o redireccione, faça copy/paste.

 

 

Página da ALDRC2013 - Associação Lobitangas na Diáspora Rumo ao Centenário 2013

http://lobitangasnocentenario.blogs.sapo.ao 

 

 

 BLOG ANGOLABELA de Zé Belo

http://www.angolabelazebelo.com

http://www.angolabelazebelo.com/galeria - O NASCIMENTO DA CIDADE DO LOBITO

 

 

 

O trabalho fotográfico de Kostadin Luchansky (KODILU) é digno de apreciar, quer a técnica, quer o grafismo na apresentação. Sou fã! 

http://www.kodilu.com

http://www.flickr.com/photos/kodilu

http://blog.angolaimagebank.com

http://www.angolabelazebelo.com/2000/01/isto-e-angola-58 - Também Zé Belo selecionou umas quantas fotos deste fotógrafo. 

 

 

http://cidadelobito.ning.com

 

 

 

 

http://aapalobito.blogspot.pt

 

 

http://linhaderumo.blogspot.pt/2006/12/angola-8-histria-de-lobito.html?spref=f

 

 

http://blogsquefalamdeangola.blogspot.pt 

 

 


 

 

 http://www.camacupa.com

 

 

 

outros virão...

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por sao pernadas às 01:25

Domingo, 13.05.12

ANTÓNIO REBELO PINTO (1955/06/06 - 1956/05/22)

1955/06/06 - 1956/05/22

 

ANTÓNIO REBELO PINTO 

 

 

 

Em acumulação de funções de Administrador presidiu por curto período aos destinos da Câmara.

A ele se deve:

1. Saneamento do Bairro da Canata

2. Prosseguimento dos arranjos urbanísticos

3. Instou pelo saneamento de esgotos, aterros e água 

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por sao pernadas às 01:07

Domingo, 13.05.12

ÁLVARO GÂNDARA - 1947

ÁLVARO GÂNDARA - 1947

 

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por sao pernadas às 01:00

Domingo, 13.05.12

ANTÓNIO QUINTINO TEIXEIRA - 1926

? - 1926 

 

ANTÓNIO QUINTINO TEIXEIRA

 

Referência a este presidente no Jornal Notícias do Lobito em 1927 ,durante as convulsões da presidência de então.

 

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por sao pernadas às 00:31

Domingo, 13.05.12

MANUEL FONSECA - 1923

1923

 

MANUEL FONSECA

 

V P – José Rodrigues Trino

Vogais efectivos: Evaristo Aires Pereira / Francisco Vidal / David Rodrigues Morais

Vogais suplentes: Almeida Maia / César Rosalis / Eusébio Costa Júnior / Joaquim Machado

Secretário: Raul Cordon Galiano

Tesoureiro: Luis Coelho Nunes

 

 

Era uma circunscrição civil de 1ª classe e Concelho de 1ª classe, pertencendo judicialmente à Comarca de Benguela. Província de Benguela.

Foi testa do Caminho de Ferro de Benguela, que percorria toda Angola desde o Lobito até Catanga, no Congo Belga, cujo mineral de cobre chegava ao litoral rapidamente, servindo-se do magnífico Porto do Lobito, considerado o principal da costa ocidental africana. Este já possuia uma ponte-cais permitindo a acostagem de dois navios de grande tonelagem em simultâneo.

Na cidade existia iluminação eléctrica, canalização de águas, restaurantes com cinematógrafo e uma estrada que ligava a Benguela.

A região era agrícola e industrial, grande parte pertencendo à Sociedade Agrícola da Ganda, que explorava uma fábrica de açúcar e cultivava com intensidade cana-de-açucar, com uma produção anual de 1.000 toneladas. Existiam ainda outras fazendas agrícolas que produziam fruta e outros mantimentos.

Junto ao oceano existiam algumas salinas cujo sal produzido era para consumo interno e para exportação.

 

 

Fonte: Anuário de Angola, 1923

 

 

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por sao pernadas às 00:28

Domingo, 13.05.12

De APRÁ a 1923

1915-1923 ?

 

Desconhecemos o tempo de mandato de Carlos Alberto Aprá e quem foram os seus substitutos.

Admitimos que possa ter existido apenas 1 ou mesmo nenhum entre Aprá e Manuel Fonseca.

 

 

Continuamos à procura.

Provavelmente na Marinha poderão ter o CV do Almirante Aprá. Ainda não consultados.

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por sao pernadas às 00:22

Domingo, 13.05.12

ALBERTO CARLOS APRÁ - primeiro presidente CML

1914 - Janeiro - 03

 

Alberto Carlos Aprá (Almirante) – 1871/1952 (marinha-1º tenente, faleceu no posto de Contra-Almirante com 81 anos de idade).

Maçon da "Loja da Madrugada".

Nomeado como Capitão do Porto do Lobito em 26 de Outubro de 1912

 

 

Quando foi criada a Capitania do Porto do Lobito, o 1º tenente Carlos Aprá foi nomeado para esse cargo (26 de Outubro de 1912).

 

É criada em 1911 a Intendência do Lobito por Norton de Matos no sentido de resolver uma situação insustentável entre o Lobito e Catumbela, já que o Lobito estava anexado à Câmara Municipal da Catumbela e todos os seus rendimentos eram entregues a esta câmara, a qual não gastava nada com o Lobito. E assim terminou a C M Catumbela.

 

É também criada por Norton de Matos a Intendência do Lobito a fim de afirmar  a autoridade portuguesa, já que na Baía do Lobito viviam muitos estrangeiros, a maioria trabalhadores de exportação para o CFB.

 

Carta em 26 de Agosto de 1952 de Aprá ao Município quando lhe comunicaram que ireia ser dado o seu nome a uma rua da cidade.

“Estava o Lobito cheio de ingleses que, embriagados andavam pelas ruas provocando desordens até altas horas da noite... Comecei por publicar editais para provar a existência da autoridade portuguesa. Determinou que as casas de pasto fechariam à meia-noite, com 15 min de tolerância. A desobediência seria punida com multas aos proprietários dessas casas e presos seriam os fregueses recalcitrantes. Um dia, porém, aconteceu: determinado número de ingleses que consideravam esta terra já sua conquistada, bêbados, recalcitraram e desobedeceram. Pois o 1º tenente Aprá não esteve com meias medidas. Foi ele mesmo à casa de pasto, acompanhado de um sargento, que era secretário da Intendência, intimar o encerramento das portas. Três ingleses muito embriagados, negaram-se a sair. Foi o diabo...Manrinheiro duro, à antiga portuguesa, mandou cipáios arrancá-los à força e foram passar o resto da noite na cadeia. No dia seguinte, como o 1º tenente fosse também o juiz-instrutor, mandou chamar o cônsul inglês a quem expôs o sucedido. Julgou depois os desobedientes, lavrando sentença condenatória traduzida em multas pesadas, que foram pagas para exemplo dos outros".

A partir de então começou a sentir-se a autoridade portuguesa.

 

LOBITO BAY era a designação nos primódios desta cidade e foi terminantemente proibida pelo governador Norton de Matos.

 

 

 

 

 

A primeira câmara municipal do Lobito e Catumbela foi empossada a 03 de Janeiro de 1914, sendo o seu presidente em acumulação com o cargo de capitão do PL.

 

Aprá criou uma escola primária, um matadouro e outros departamentos de serviços.

 

Primeira vereação:

Alberto Carlos Aprá

Acácio Ribeiro Silva

Guilherme Mendes da Silva

Júlio Cortez da Silva Curado

Júlio Tavares Coutinho

 

Não encontro referências para a duração do mandato.

 

Foi casado com Dona América, que viúva, viveu até muito velhinha na cidade do Lobito. Teve direito a um passe vitalício para usar nos transportes públicos.

 

(retirado dos textos de Pedro Fragoso de Matos e da Internet)

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por sao pernadas às 00:16

Sábado, 12.05.12

Mais um pouco de história ... Lobito: importância como porto e futuro de cidade balneária

Lobito: importância como porto e futuro de cidade balneária

 

 

 

retirada no FB -Lobito100 - JCMilhazes

Nos primórdios da cidade - segundo Jaspert

 

Texto facultado cuja origen é desconhecida, mas que pela escrita é um texto bem antigo.

 

"...

Os leitores alemães recebiam uma imagem altamente favorável da situação natural e urbana de Lobito.

Constituído por uma estreita faixa de terra paralela à costa, em parte não mais larga do que 30 metros, tinha a sua rua principal ao longo dessa faixa, ladeada por casas construídas em estilo que Jaspert considerou como estranho. Eram edificadas sobre estacas, palafitas, eram de um só andar e tinham telhados de zinco.  Com exceção dos empregados inglêses da estrada de ferro, que construiam a via de ligação de Lobito às minas de cobre de Katanga, no Congo Belga, nessas casas residiam sobretudo funcionários públicos. Entre elas localizava-se também o hotel onde ficou hospedado. Os seus quartos agrupavam-se em edifícios secundários ao redor da sala-restaurante. Uma dependência se estendia pela praia.

Segundo Jaspert, se não fosse o calor escaldante, podia-se prever que Lobito iria transformar-se em poucas décadas em famoso balneário, tão magnífica era a sua praia.

Os navios podiam chegar até junto ao atracadouro, uma vez que atingia-se a profundidade de 20 metros já há pouco mais de cinco metros da costa.

No seu intuito de tornar a leitura agradável através da menção de casos grotescos ou engraçados, Jaspert demorou-se a contar peripécias que passou com as suas bagagens. Estando ali atracado o vapor português de carga "Guiné", o navio em que viajava precisou ancorar ao largo. Devido ao risco de ter que esperar vários dias pela bagagem, foi à terra na barca do guarda da alfândega e dirigiu-se ao cônsul alemão, tentando conseguir um bote para trazer a sua bagagem à terra. Ao contrário desse cônsul, do qual não recebeu auxílio, os portugueses foram gentís, logo se conseguindo um bote para ir ao "Benguela" buscar a bagagem. Entretanto, após ousadas tentativas de descer as pesadas malas com os arados aos pequenos bote, as mesmas tiveram que permanecer a bordo.

A descrição da vida em Lobito é feita através da própria vivência de Jaspert. Deixou-se barbear ao ar livre, sob esbeltas palmeiras de óleo, passou pela praia à noite, contemplando as luzes do seu navio e de vários outros vapores à luz rubra do luar e encantou-se com as silhuetas negras dos coqueiros que criavam como que um cenário de teatro. As noites no hotel eram prejudicadas pelos insetos; durante o dia quase que não se podia sair devido ao calor.

Apenas uma vez andou da parte extrema da ilha, onde havia uma estação de cabo inglêsa, pela alameda onde se localizavam as casas dos funcionários do correio e da ferrovia, passando pelas casas dos consules inglês e alemão, até as docas do porto. Essas haviam ou estavam sendo construídas de forma sólida, com capital inglês. Não pôde ir mais longe, pois todo o interior era coberto de charcos negros devido à matéria em decomposição e que emanavam odores que faziam difícil respirar. Apenas o aterro da ferrovia e uma estrada cortavam essa região. Os portuguêses ainda não tinham conseguido drenar o terreno, que era um foco de malária e pestilências.

 

De Lobito ao interior

Finalmente, numa terça-feira, teve início a viagem de trem para o interior. O autor descreve como as suas malas foram carregadas por 18 angolanos que, com elas à cabeça, as levaram à estação ao som de cantos. Essa menção de Jaspert testemunha a prática do canto de carregadores africanos, também conhecida no Brasil.

Às 13 horas, sob uma temperatura de 54 graus, o trem se pôs em movimento. Ao abandonar Lobito, Jaspert constata não ter ainda conseguido digerir as impressões que recebera e as experiências que fizera. Tudo era tão diferente da Europa, que um visitante europeu necessitava de muito tempo para compenetrar-se e avaliar o que vira. Por todo o lado apenas pessoas de cor, palmeiras no caminho, ninguém entendia a língua do visitante - sendo este constantemente envolvido por palavras incompreensíveis -, o calor insuportável, a outra organização do dia-a-dia, a maneira diferente do pensar e sentir.

..." 

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por sao pernadas às 23:55


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